Friday, December 18, 2009

CANDIDATOS PRESELECCIONADOS PARA DOS ADSCRIPCIONES

Adriana Kogan - "Ana Cristina César, Ángela Melim y Waly Salomao: la imaginación como política de resistencia"

Carla Daniela Benisz - "Diversas versiones del tupí en la construcción del Brasil moderno"

Luciana Rabinovich - "Brasilia, contradicciones de una utopía moderna: Clarice Lispector, Paulo Leminski, Joao Cabral de Melo Neto, Guimaraes Rosa, Juscelino Kubitschek"

Teodora Scoufalos - "El cuerpo en la narrativa de Joao Gilberto Noll: errancia, amnesia, montaje y erotismo"

Inés Acevedo - "En busca de la vacuna antropofágica. Terapéuticas del cuerpo en Macunaíma de Mário de Andrade, Gran Sertao Veredas de Guimaraes Rosa y "Geleia Geral" de Torquato Neto"

Laura Cabezas - "Más allá de los límites. Experiencia y lenguaje en la poesía de Hilda Hilst y Roberto Piva"

Thursday, October 22, 2009

LLAMADO A ADSCRIPCIÓN

Convocatoria de adscriptos a la cátedra de Literatura Brasileña y Portuguesa



La cátedra de Literatura Brasileña y Portuguesa incorporará 2 (dos) adscriptos interesados en realizar trabajos de investigación vinculados con los programas vigentes. De acuerdo con la reglamentación general, los aspirantes podrán ser graduados de la Facultad de Filosofía y Letras u otros centros de altos estudios, o estudiantes que hayan aprobado al menos el 50 % de las materias del plan de estudios. En este caso, y en virtud de la especificidad temática, los aspirantes deberán tener aprobada la materia Literatura Brasileña y Portuguesa.
Hasta el 20 de noviembre de 2009, los aspirantes deberán presentar en el Departamento de Letras (Puán 470, 3er Piso) una carpeta que contenga la siguiente documentación:

1) Un curriculum vitae que incluya datos personales, listado de materias aprobadas con las correspondientes calificaciones, promedio general de la carrera (incluyendo aplazos), antecedentes en docencia e investigación, si los hubiera.

2) Un proyecto de investigación que comprenda: a) presentación del tema; b) objetivos y metodología; c) bibliografía inicial.

3) Un escrito de una página en el que se detallen las perspectivas del alumno o graduado en relación con el trabajo en la materia.

Un jurado conformado por docentes de la cátedra se ocupará de evaluar los antecedentes y de concertar, eventualmente, una entrevista personal para, sobre esa base, resolver la admisión de los aspirantes.
Las consultas en relación con la convocatoria se enviarán por correo electrónico a la dirección: mario_camara@hotmail.com

Monday, September 14, 2009

Paranóia ou mistificação? - Monteiro Lobato

Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêm as coisas e em conseqüência fazem arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e adotados, para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestre.

Quem trilha esta senda, se tem gênio é Praxiteles na Grecia, é Rafael na Itália, é Reynolds na Inglaterra, é Dürer na Alemanha, é Zorn na Suécia, é Rodin na França, é Zuloaga na Espanha. Se tem apenas talento, vai engrossar a plêiade de satélites que gravitam em torno desses sóis imorredoiros.

A outra espécie é formada dos que vêm anormalmente a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência; são frutos de fim de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante, as mais das vezes com a luz do escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento.

Embora se dêem como novos, como precursores de uma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu como a paranóia e a mistificação.

De há muito que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios.

A única diferença reside em que nos manicômios essa arte é sincera, produto lógico dos cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas zabumbadas pela imprensa partidária mas não absorvidas pelo público que compra, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo tudo mistificação pura.

Todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem da latitude nem do clima.

As medidas da proporção e do equilíbrio na forma ou na cor decorrem do que chamamos sentir. Quando as coisas do mundo externo se transformam em impressões cerebrais, «sentimos». Para que sintamos de maneira diversa, cúbica ou futurista, é forçoso ou que a harmonia do universo sofra completa alteração, ou que o nosso cérebro esteja em desarranjo por virtude de algum grave destempero.

Enquanto a percepção sensorial se fizer no homem normalmente, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá «sentir» senão um gato; e é falsa a «interpretação» que o bichano fizer do totó, um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes.

Estas considerações são provocadas pela exposição da sra. Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso & Cia.

Essa artista possui um talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes, através de uma obra torcida em má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes. Percebe-se, de qualquer daqueles quadrinhos, como a sua autora é independente, como é original, como é inventiva, em que alto grau possui umas tantas qualidades inatas, das mais fecundas na construção duma sólida individualidade artística.

Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama arte moderna, penetrou nos domínios de um impressionismo discutibilíssimo, e pôs todo o seu talento a serviço duma nova espécie de caricatura.

Sejamos sinceros: futurismo, cubismo, impressionismo e tutti quanti não passam de outros ramos da arte caricatural. É a extensão da caricatura a regiões onde não havia até agora penetrado. Caricatura da cor, caricatura da forma – mas caricatura que não visa, como a verdadeira, ressaltar uma idéia, mas sim desnortear, aparvalhar, atordoar a ingenuidade do espectador.

A fisionomia de quem sai de uma de tais exposições é das mais sugestivas.

Nenhuma impressão de prazer ou de beleza denunciam as caras; em todas se lê o desapontamento de quem está incerto, duvidoso de si próprio e dos outros, incapaz de raciocinar e muito desconfiado de que o mistificaram grosseiramente.

Outros, certos críticos sobretudo, aproveitam a vasa para «épater le bourgeois» (chocar o burguês). Teorizam aquilo com grande dispêndio de palavreado técnico, descobrem na tela intenções inacessíveis ao vulgo, justificam-nas com a independência de interpretação do artista; a conclusão é que o público é uma besta e eles, os entendidos, um grupo genial de iniciados nas transcedências sublimes duma Estética Superior.

No fundo, riem-se uns dos outros – o artista do crítico, o crítico do pintor. É mister que o público se ria de ambos.

«Arte moderna»: eis o escudo, a suprema justificação de qualquer borracheira.

Como se não fossem moderníssimos esse Rodin que acaba de falecer, deixando após si uma esteira luminosa de mármores divinos; esse André Zorn, maravilhoso virtuose do desenho e da pintura; esse Brangwyn, gênio rembrandtesco da babilônia industrial que é Londres; esse Paul Chabas, mimoso poeta das manhãs, das águas mansas e dos corpos femininos em botão.

Como se não fosse moderna, moderníssima, toda a legião atual de incomparáveis artistas do pincel, da pena, da água-forte, da «ponta-seca», que fazem da nossa época uma das mais fecundas em obras primas de quantas deixaram marcos de luz na história da humanidade.

Na exposição Malfatti figura, ainda, como justificativa da sua escola, o trabalho de um «mestre» americano, o cubista Bolynson. É um carvão representando (sabe-se disso porque o diz a nota explicativa) uma figura em movimento. Ali está entre os trabalhos da sra. Malfatti em atitude de quem prega: eu sou o ideal, sou a obra prima; julgue o público do resto, tomando-me a mim como ponto de referência.

Tenhamos a coragem de não ser pedantes; aqueles gatafunhos não são uma figura em movimento; foram isto sim, um pedaço de carvão em movimento. O sr. Bolynson tomou-o entre os dedos das mãos, ou dos pés, fechou os olhos e fê-lo passear pela tela às tontas, da direita para a esquerda, de alto a baixo. E se não fez assim, se perdeu uma hora da sua vida puxando riscos de um lado para outro, revelou-se tolo e perdeu o tempo, visto como o resultado seria absolutamente igual.

Já em Paris se fez uma curiosa experiência: ataram uma brocha à cauda de um burro e puseram-no de traseiro voltado para uma tela. Com os movimentos da cauda do animal a brocha ia borrando um quadro...

A coisa fantasmagórica disso resultante foi exposta como um supremo arrojo da escola futurista, e proclamada pelos mistificadores como verdadeira obra prima que só um ou outro raríssimo espírito de eleição poderia compreender.

Resultado: o público afluiu, embasbacou, os iniciados rejubilaram – e já havia pretendentes à compra da maravilha quando o truque foi desmascarado.

A pintura da sra. Malfatti não é futurista, de modo que estas palavras não se lhe endereçam em linha reta; mas como agregou à sua exposição uma cubice, queremos crer que tende para isso como para um ideal supremo.

Que nos perdoe a talentosa artista, mas deixamos cá um dilema: ou é um gênio o sr. Bolynson e ficam riscadas desta classificação, como insignes cavalgaduras cortes inteiras de mestres imortais, de Leonardo a Rodin, de Velazquez a Sorolla, de Rembrandt a Whistler, ou... vice versa. Porque é de todo impossível dar o nome de obra d’arte a duas coisas diametralmente opostas como, por exemplo, a «Manhã de Setembro» de Chabas e o carvão cubista do sr. Bolynson.

Não fosse profunda a simpatia que nos inspira o belo talento da sra. Malfatti, e não viríamos aqui com esta série de considerações desagradáveis. Como já deve ter ouvido numerosos elogios à sua nova atitude estética, há de irritá-la como descortês impertinência a voz sincera que vem quebrar a harmonia do coro de lisonjas.

Entretanto, se refletir um bocado verá que a lisonja mata e a sinceridade salva.

O verdadeiro amigo de um pintor não é aquele que o entontece de louvores; sim, o que lhe dá uma opinião sincera, embora dura, e lhe traduz chãmente, sem reservas, o que todos pensam dele por detrás.

Os homens têm o vezo de não tomar a sério as mulheres artistas. Essa é a razão de as cumularem de amabilidades sempre que elas pedem opinião.

Tal cavalheirismo é falso; e sobre falso nocivo. Quantos talentos de primeira água não transviou, não arrastou por maus caminhos, o elogio incondicional e mentiroso? Se víssemos na sra.Malfatti apenas a «moça prendada que pinta», como as há por aí às centenas, calar-nos-íamos, ou talvez lhe déssemos meia-dúzia desses adjetivos bombons que a crítica açucarada tem sempre à mão em se tratando de moças.

Julgamo-la, porém, merecedora da alta homenagem que é ser tomada a sério e receber a respeito de sua arte uma opinião sinceríssima – e valiosa pelo fato de ser o reflexo da opinião geral do público não idiota, dos críticos não cretinos, dos amadores normais, dos seus colegas de cabeça não virada – e até dos seus apologistas.

Dos seus apologistas, sim, dona Malfatti, porque eles pensam deste modo... por trás.

Monday, September 7, 2009

MANIFIESTO PAU BRASIL

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.

Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.

O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.

A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.

Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.

A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.

A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.

Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.

Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Agil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.

A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.

Uma sugestão de Blaise Cendrars: – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.

Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.

A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.

Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.
Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.

Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.

Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.

A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.

Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.
Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 1) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 2) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.
O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.

Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.

A síntese
O equilíbrio
O acabamento de carrosserie
A invenção
A surpresa
Uma nova perspectiva
Uma nova escala.

Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil
O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.

Uma nova perspectiva.

A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ótica. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.
Uma nova escala:

A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.

A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.

Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.

Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.

A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.

Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.
Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.

Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.
Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.

O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.

Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.
O estado de inocência substituindo o estado de graça que pode ser uma atitude do espírito.

O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.
A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.

Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.

Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.

OSWALD DE ANDRADE
(Correio da Manhã, 18 de março de 1924.)

Saturday, September 5, 2009

CRONOGRAMA SEMINARIO

CRONOGRAMA SEMINARIO



1) 25/8
Presentación general de la materia.

2) 1/9

PRIMERA PARTE
Comunitas de Roberto Espósito
“Nada en común”


SEGUNDA PARTE
Panorama general de los años veinte y treinta


3) 8/9

PRIMERA PARTE
Panorama general de la vanguardia modernista
Oswald de Andrade: O perfeito cozineiro das almas de este mundo


SEGUNDA PARTE
Oswald de Andrade: Manifiesto Pau Brasil


4) 15/9

PRIMERA PARTE
Oswald de Andrade: Manifiesto Antropófago, Crisis de la filosofía mesiánica

SEGUNDA PARTE
1era exposición: Oswald de Andrade

5) 22/9

PRIMERA PARTE
Mário de Andrade: Macunaíma

SEGUNDA PARTE
2da exposición: Oswald de Andrade


6) 29/9

PRIMERA PARTE
Mário de Andrade: Macunaíma

SEGUNDA PARTE
3ra exposición: Mário de Andrade


7) 6/10

PRIMERA PARTE
Sérgio Buarque de Holanda: Raízes do Brasil

SEGUNDA PARTE
4ta exposición: Sergio Buarque de Holanda

8) 13/10

PRIMERA PARTE
Clase introductoria sobre los años sesenta y setenta


9) 20/10

PRIMERA PARTE
Antonio Callado: Quarup


10) 27/10

PRIMERA PARTE
Proyección Terra em transe, Glauber Rocha

SEGUNDA PARTE
Discusión film

11) 3/11

PRIMERA PARTE
Selección cartas y poesias: Paulo Leminski

SEGUNDA PARTE
6ta exposición: Leminski


12) 10/11

PRIMERA PARTE
Torquato Neto: selección crónicas, letras

SEGUNDA PARTE
Exposición Torquato Neto

13) 17/11
Torquato Neto

14) 24/11
Conclusiones

Monday, August 31, 2009

MANIFIESTO VERDE AMARELO

Nhengaçu Verde-Amarelo (Manifesto do Verde-Amarelismo ou da Escola da Anta)

A descida dos tupis do planalto continental no rumo do Atlântico foi uma fatalidade histórica pré-cabralina, que preparou o ambiente para as entradas no sertão pelos aventureiros brancos desbravadores do oceano.
A expulsão, feita pelo povo tapir, dos tapuias do litoral, significa bem, na história da América, a proclamação de direito das raças e a negação de todos os preconceitos.

Embora viessem os guerreiros do Oeste, dizendo "ya so Pindorama koti, itamarana po anhatim, yara rama recê", na realidade não desceram com a sua Anta a fim de absorver a gente branca e se fixarem objetivamente na terra. Onde estão os rastros dos velhos conquistadores?

Os tupis desceram para serem absorvidos. Para se diluírem no sangue da gente nova. Para viver subjetivamente e transformar numa prodigiosa força a bondade do brasileiro o seu grande sentimento de humanidade. Seu totem não é carnívoro: Anta. É este um animal que abre caminhos, e aí parece estar indicada a predestinação da gente tupi.
Toda a história desta raça corresponde (desde o reino Martim Afonso, ao nacionalista "verdamarelo" José Bonifácio) a um lento desaparecer de formas objetivas e a um crescente aparecimento de forças subjetivas nacionais.O tupi significa a ausência de preconceitos. O tapuia é o próprio preconceito em fuga para o sertão. O jesuíta pensou que havia conquistado o tupi, e o tupi é que havia conquistado para si a religião do jesuíta. O português julgou que o tupi deixaria de existir; e o português transformou-se, e ergueu-se com fisionomia de nação nova contra a metrópole: porque o tupi venceu dentro da alma e do sangue português.

O Tapuia isolou-se na selva, para viver; e foi morto pelos arcabuzes e pelas flechas inimigas. O tupi socializou-se sem temor da morte; e ficou eternizado no sangue da nossa raça. O tapuia é morto, o tupi é vivo.
O mameluco voltou-se contra o índio, para destruir a expressão formal, a exterioridade aborígine; porque o que há de interior no bugre subsistirá sempre na alma do mameluco e se perpetuará nos novos tipos de cruzamento. É a fisionomia própria da gente brasileira, não fichada em definições filosóficas ou políticas, mas revelada nas tendências gerais comuns.

Todas as formas do jacobinismo na América são tapuias. O nacionalismo sadio, de grande finalidade histórica, de predestinação humana, esse é forçosamente tupi.
Jacobinismo quer dizer isolamento, portanto desagregação.
O nacionalismo tupi não é intelectual. É sentimental. E de ação prática, sem desvios da corrente histórica. Pode aceitar as formas de civilização, mas impõe a essência do sentimento, a fisionomia irradiadora da sua alma. Sente Tupã, Tamandaré ou Aricuta através mesmo do catolicismo. Tem horror instintivo pelas lutas religiosas, diante das quais sorri sinceramente: pra quê?

Deram-lhe uma casaca da Câmara dos Comuns, durante mais de meio século, e a República encontrou-o igualzinho ao que ele já era no tempo de D. João, ou no tempo de Tiradentes.
Não combate nem religiões, nem filosofias, porque toda a sua força reside na sua capacidade sentimental.
A Nação é uma resultante de agentes históricos.O índio, o negro, o espadachim, o jesuíta, o tropeiro, o poeta, o fazendeiro, o político, o holandês, o português, o índio, o francês, os rios, as montanhas, a mineração, a pecuária, a agricultura, o sol, as léguas imensas, o Cruzeiro do Sul, o café, a literatura francesa, as políticas inglesa e americana, os oito milhões de quilômetros quadrados...

Temos de aceitar todos esses fatores, ou destruir a Nacionalidade, pelo estabelecimento de distinções, pelo desmembramento nuclear da idéia que dela formamos.

Como aceitar todos esse fatores? Não concedendo predominância a nenhum.

A filosofia tupi tem de ser forçosamente a "não-filosofia". O movimento da Anta baseava-se nesse princípio. Tomava-se o índio como símbolo nacional, justamente porque ele significava a ausência de preconceito. Entre todas as raças que formaram o Brasil, a autóctone foi a única que desapareceu objetivamente. Em uma população de 34 milhões não contamos meio milhão de selvagens. Entretanto, é a única das raças que exerce subjetivamente sobre todas as outras a ação destruidora de traços caracterizantes; é a única que evita o florescimento de nacionalismos exóticos; é a raça transformadora das raças, e isso porque não declara guerra, porque não oferece a nenhuma das outras o elemento vitalizante da resistência.

Essa expressão de nacionalismo tupi, que foi descoberta com o movimento da Anta (do qual resultou um sectarismo exagerado e perigoso), é evidente em todos os lances da vida social e política brasileira.
Não há entre nós preconceitos de raças. Quando foi 13 de Maio, havia negros ocupando já altas posições no país. E antes, como depois disso, os filhos de estrangeiros de todas as procedências nunca viram os seus passos tolhidos.
Também não conhecemos preconceitos religiosos. O nosso catolicismo é demasiadamente tolerante, e tão tolerante, que os próprios defensores extremados dele acusam a Igreja Brasileira de ser uma organização sem força combativa (v. Jackson Figueiredo ou Tristão de Athayde).

Não há também no Brasil o preconceito político: o que nos importa é a administração, no que andamos acertadíssimos, pois só assim consultamos as realidades nacionais. Os teoristas da República foram os que menos influíram na organização prática do novo regime. No Império, o sistema parlamentar só se efetivou pela interferência do Poder Moderador. Dentro da República os que mais realizam são os que menos doutrinam. Ainda agora, nas plataformas dos nossos candidatos, não procuramos os traços de uma ideologia política, porém o que nos interessa é apenas a diretriz da administração.

País sem preconceitos, podemos destruir as nossas bibliotecas, sem a menor conseqüência no metabolismo tupi, da não-filosofia, da ausência de sistematizações.

Somos um país de imigração e continuaremos a ser refúgio da humanidade por motivos geográficos e econômicos demasiadamente sabidos. Segundo os de Reclus, cabem no Brasil 300 milhões de habitantes. Na opinião bem fundamentada do sociólogo mexicano Vasconcelos, é de entre as bacias do Amazonas e do Prata que sairá a "quinta raça" e "raça cósmica", que realizará a concórdia universal, porque será filha das dores e das esperanças de toda a humanidade. Temos de construir essa grande nação, integrando na Pátria Comum todas as nossas expressões históricas, étnicas, sociais, religiosas e políticas. Pela força centrípeta do elemento tupi.
Mas, se o tupi se erigir em filosofia, criará antagonismos, provocará dissociação, será uma força centrífuga. E o Brasil falhará, pois precipitará acontecimentos.

Toda e qualquer sistematização filosófica entre nós será tapuia (destinada a desaparecer assediada por outras tantas doutrinas) porque viverá a vida efêmera das formas ideológicas de antecipação, das fórmulas arbitrárias da inteligência, tendo necessidade de criar uma exegese específica, unilateral e sem a amplitude dos largos e desafogados pensamentos e sentimentos americanos e brasileiros.

Foi o índio que nos ensinou a rir de todos os sistemas e de todas as teorias. Criar um sistema em nome dele será substituir a nossa intuição americana e a nossa consciência de homens livres por uma mentalidade de análise e de generalização característica dos povos já definidos e cristalizados.
A continuação do caminho histórico tupi só se dará pela ausência de imposições temáticas, de imperativos ideológicos. O arbítrio mental não pode sobrepor-se às fatalidades cósmicas, étnicas, sociais ou religiosas.
O estudo do Brasil já não será o estudo do índio. Do mesmo modo que o estudo da humanidade, que produziu o budismo, o cristianismo, a Grécia, a Idade Média, o romantismo e a eletricidade, não será apenas a pesquisa freudiana do homem da pedra lascada. Se Freud nos dá um algarismo, a história da Civilização nos ofereceu uma equação em que esse algarismo entra tão-só como um dos muitíssimos fatores.

Assim, também o índio é um termo constante na progressão étnica e social brasileira; mas um termo não é tudo. Ele já foi dominado, quando se agitou entre nós a bandeira nacionalista, - o denominador comum das raças adventícias. Colocá-lo como numerador seria diminuí-lo. Sobrepô-lo será fadá-lo ao desaparecimento. Porque ele ainda vive, subjetivamente, e viverá sempre como um elemento de harmonia entre todos os que, antes de desembarcar em santos, atiraram ao mar, como o cadáver de Zaratustra, os preconceitos e filosofias de origem.
Estávamos e estamos fartos da Europa e proclamamos sem cessar a liberdade de ação brasileira.
Há uma retórica feita de palavras, como há retórica feita de idéias. No fundo, são ambas feitas de artifícios e esterilidades.

Combatemos, desde 1921, a velha retórica verbal, não aceitamos uma nova retórica submetida a três ou quatro regras, de pensar e de sentir. Queremos ser o que somos: brasileiros. Barbaramente, com arestas, sem auto-experiências científicas, sem psicanálises e nem teoremas.

Convidamos a nossa geração a produzir sem discutir. Bem ou mal, mas produzir. Há sete anos que a literatura brasileira está em discussão. Procuremos escrever sem espírito preconcebido, não por mera experiência de estilos, ou para veicular teorias, sejam elas quais forem, mas com o único intuito de nos revelarmos, livres de todos os prejuízos.
A vida, eis o que nos interessa, eis o que interessa à grande massa do povo brasileiro. Em sete anos a nossa geração nova tem sido o público de si mesma. O grosso da população ignora a sua existência e se ouve falar em movimento moderno é pelo prestígio de meia dúzia de nomes que se impuseram pela força pessoal se seus próprios talentos.
O grupo "verdamarelo", cuja regra é liberdade plena de cada um ser brasileiro como quiser e puder; cuja condição é cada um interpretar o seu país e o seu povo através de si mesmo, da própria determinação instintiva;- o grupo "verdamarelo", à tirania das sistematizações ideológicas, responde com a sua alforria e amplitude sem obstáculo de sua ação brasileira. Nosso nacionalismo é de afirmação, de colaboração coletiva, de igualdade dos povos e das raças, de liberdade do pensamento, de crença na predestinação do Brasil na humanidade, de fé em nosso valor de construção nacional.

Aceitamos toas as instituições conservadoras, pois é dentro delas mesmo que faremos a inevitável renovação do Brasil, como fez, através de quatro séculos, a alma da nossa gente, através de todas as expressões históricas.
Nosso nacionalismo é "verdamarelo" e tupi.
O objetivismo das instituições e o subjetivismo da gente sob a atuação dos fatores geográficos e históricos.

Menotti del Picchia, Plínio Salgado, Alfredo Élis,
Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho
jornal Correio Paulistano, edição de 17 de maio de 1929

Wednesday, August 19, 2009

Seminario: Comunidades en la literatura y el ensayo brasileños

Seminario: Comunidades en la literatura y el ensayo brasileños
Profesor: Lic. Mario Cámara
Segundo Cuatrimestre – Martes 11 a 15hs



a) Objetivos

El seminario “Comunidades en la literatura y el ensayo brasileños” tiene como objetivo explorar en la escritura literaria y ensayística diversos proyectos o figuraciones comunitarias. Sin pretender abarcar la totalidad de textos vinculados con este tema, se eligieron como ejes aquellas cuestiones que nos permitieron reagrupar una serie de textos brasileños a partir de problemas y no según un criterio histórico, estilístico o epocal.
Con el recorrido propuesto, queremos leer una serie de textos de la literatura y el ensayo brasileños a partir de un problema teórico al que hemos englobado con el concepto de comunidades, a efectos de interrogarlos en su especificidad y sus variaciones. Hemos tomado como punto de partida los debates contemporáneos en torno a la noción de comunidad, particularmente aquellos que se articularon a partir de Georges Bataille y Maurice Blanchot y fueron continuados por Jean Luc-Nancy, Giorgio Agamben y Roberto Esposito. Dichos debates problematizaron el concepto de lazo social desde el concepto de alteridad. Desde esa perspectiva, el Seminario se propone indagar un conjunto de textos y prácticas del modernismo brasileño, principalmente a partir de las nociones de antropofagia, de “héroe sin ningún carácter” y de “hombre cordial”.
Por otra parte, se tomarán en cuenta un conjunto de textos de finales de los años sesenta y comienzos de los años setenta a efectos de analizar de qué modo la literatura respondió a la creciente politización social y a la represión estatal de aquel momento. Se examinarán ficciones políticas cuyo horizonte estaba constituido por la creación de una nueva comunidad producto de una revolución. Asimismo, y a efectos de contraponerlas con las ficciones políticas, se analizarán crónicas, cartas y poesías que plantearon otro tipo de comunidades que, a partir de un diálogo con los Poetas Concretos, imaginaron comunidades estéticas e inescenciales, por fuera de un ordenamiento estatal.


b) Contenidos y unidades temáticas

Unidad 1. Introducción: comunidad y vanguardia

Conceptos de lo comunitario: la comunidad como oposición a la sociedad. La comunidad inoperante (Jean Luc-Nancy). El concepto de munus (Roberto Esposito). La comunidad inconfesable (Maurice Blanchot). Vanguardia y elite intelectual: el modernismo brasileño y su relación con el Estado. Transacciones, tensiones y negociaciones (Sergio Miceli).

Unidad 2. Estado novo, comunidad y empleo estatal

Tipología del conquistador portugués: El aventurero. Estructura patriarcal durante la colonia. Predominio rural sobre las ciudades. Estructura afectiva de la sociedad brasileña: el hombre cordial (Sergio Buarque de Holanda). Antropofagia y alteridad. Antropofagia y propiedad. Utopía antropofágica comunitaria (Oswald de Andrade). Formulaciones del nacionalismo en Macunaíma. El héroe sin ningún carácter (Mário de Andrade). El modernismo y la experiencia Capanema durante el Estado Novo.

Unidad 3. Ficciones de revolución, escritos de rebelión

Representaciones de la revolución en el Brasil de los años sesenta. El caso Quarup: hibridación y heterogeneidad; mito e historia (Antonio Callado). Comunidades estéticas: el proyecto pororoca en Paulo Leminski. Encuentro entre poesía concreta y tropicalismo. Rigor y espontaneísmo (Paulo Leminski). Márgenes culturales y comunidad de lectores: las crónicas rebeldes de Torquato Neto.

c) Bibliografía obligatoria por unidad y Bibliografía general y

Bibliografía obligatoria por unidad

Unidad 1.
-Blanchot, Maurice. La comunidad inconfesable. España: Arena, 2002.
-Candido, Antonio. Literatura e Sociedade. San Pablo: Companhia Editoria Nacional, 1976.
-_______________. “O significado de Raízes do Brasil”, in Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. San Pablo: Companhia das Letras, 2001.
-Esposito Roberto. Comunitas. Origen y destino de la comunidad. Amorrortu editores, 2003.
-Freyre, Gilberto. Casa grande y senzala. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1985.
-Nancy, Jean Luc. La comunidad inoperante. Santiago de Chile: Arcis, 2000.
-Miceli, Sergio (org.). Estado e Cultura no Brasil. San Paulo, Difel, 1984.
-Miceli, Sergio. Intelectuales e Classe Dirigente no Brasil (1920-1945). San Paulo, Companhia das Letras, 1996.
-____________. Imagens negociadas: Retratos da Elite Brasileira (1929-1940). San Pablo: Companhia das Letras, 1996.
-Ortiz, Renato. Cultura brasileira & identidade nacional. San Pablo: Editora Brasiliense, 1985.
-Santiago, Silviano. Uma literatura nos trópicos. Río de Janeiro: Rocco, 2000.
-_______________. O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
-Schwarz, Roberto. Cultura e política. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2001.

Unidad 2.
-Agró-Finazzi, Ettore. “A identidade devorada. Considerações sobre a antropofagia”.
-Andrade, Mário. Macunaima, São Paulo, Villa Rica Editores, 2000.
-_______________. Obra escogida. (Selección, prólogo y notas Gilda de Mello e Souza). Caracas. Biblioteca Ayacucho, 1979.
-Andrade, Oswald de. Estética e política. San Pablo. O Globo, 1991.
-________________. A utopia antropofágica. San Pablo. O Globo, 1990.
-________________. Escritos antropófagos (selección, cronología y postfacio: Alejandra Laera, Gonzalo Moisés Aguilar). Buenos Aires. Corregidor, 2001.
-Antelo, Raúl. “Politicas canibais: do antropofágico ao antropoemético”, in Transgressão e Modernidade. Ponta Grossa: Universidade Federal de Ponta Grossa, 2001.
-Antelo, Raúl. “Rizomas do Brasil”. In The Colorado Review of Hipanic Studies, volume5, Fall 2007.
-Buarque de Holanda, Sérgio. Raízes do Brasil. San Pablo: Companhia das Letras, 2001.
-Candido, Antonio. A Educação pela Noite & Outros Ensaios. San Pablo: Editora Ática, 1989.
-Selección de textos críticos sobre Macunaíma. San Pablo: Colección Archivos, 1996.

Unidad 3.
-Neto, Torquato. Os Últimos Dias de Paupéria (Do Lado de Dentro). Rio de Janeiro: Editora Max Limonad, 1982.
-Aguilar, Gonzalo. “Postfacio”. Aguilar, Gonzalo; Garramuño, Florencia; Leone, Luciana Di (comp.). Experiencia, cuerpo y subjetividades: literatura brasileña contemporânea. Rosario: Beatriz Viterbo, 2007.
-Bonvicino, Régis; Leminski, Paulo. Envie meu diccionario. Cartas e alguma critica. San Pablo: Editora 34, 1999.
-Callado Antonio. Quarup. San Pablo: Nova Fronteira, 2005. (Hay traducción al español)
-Garramuño, Florencia. “La cultura como margen” in Margens, Márgenes, nº 2, Belo Horizonte, dic. 2002.
-Leminski, Paulo. Caprichos & relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.
-Pedrosa, Célia. “Señales de vida y sobrevida”, in Leminskiana, antología variada de Paulo Leminski. Buenos Aires: Corregidor, 2007.
-Siscar, Marcos. “A cisma da poesia brasileira”. In Sibila, revista de poesia e cultura, año 4, nº 8/9, San Pablo, 2005.
-Süssekind, Flora. Chorus, Contraries, Masses: The Tropicalist Experience and Brazil in the late sixties Basualdo, Carlos (org.). Tropicalia. A revolution in Brazilian Culture (1967-19732). São Paulo: Cosac & Naify, 2005. (hay traducción al portugués).
-_____________. Vidrieras astilladas. Buenos Aires: Corregidor, 2003.
-_____________. “Hagiografías”, in Aguilar, Gonzalo; Garramuño, Florencia; Leone, Luciana Di (comp.). Experiencia, cuerpo y subjetividades: literatura brasileña contemporânea. Rosario: Beatriz Viterbo, 2007.

Bibliografía general

-Aguilar, Gonzalo. Poesía concreta brasileña: las vanguardias en la encrucijada modernista. Beatriz Viterbo, Rosario, 2003.
-______________. “Construir el pasado (Algunos problemas de la historia de la literatura a partir del debate entre Antonio Candido y Haroldo de Campos”. En Filología, año XXX, 1-2.
-_____________. “Dossier: poesía concreta, la última vanguardia” (en colaboración con Ricardo Ibarlucía). Diario de Poesía, n° 42, invierno de 1997.
-Amaral, Tarsila de. Tarsila por Tarsila, São Paulo, Celebris, 2004.
-________________. Poesia Pau Brasil. Editora Globo, São Paulo, 2003
-Ancona Lopez, Tele Porto. Macunaíma: a margem e o texto. San Pablo: HUCITEC-SCET CEC, 1974.
-Campos, Augusto de; Campos, Haroldo de; Pignatari, Décio. Plano piloto para a Poesía Concreta. (Ficha de la cátedra).
-Campos, Haroldo de. Poesia e Modernidade: Da Morte do Verso à Constelação. O Poema pós-utópico. En O Arco-íris Branco. Rio de Janeiro: Imago, 1997.
-________________. A arte no horizonte do provavel. Perspectiva: São Paulo, 1969.
-________________. “Uma poética da radicalidade”, in Oswald de Andrade. Pau Brasil. San Pablo: Editora Globo, 2000.
-Castro Rocha, João Cesar de. Nenhum Brasil existe. Pequena Enciclopedia, Uerj, Topbooks, Univer cidade editora, Rio de Janeiro, 2003.
-Costa Lima, Luiz. Pensando nos trópicos. Río de Janeiro: Rocco, 1991.
-Dantas Mota, Lourenço (organizador). Introdução ao Brasil, Um Banquete nos Trópicos, Senac, São Paulo, 2001.
-Fabris, Annateresa. “Modernidade e Vanguardia: o caso brasileiro” en Modernidade e Modernismo no Brasil. São Paulo, Mercado de Letras, 1994.
-Garramuño, Florencia. “Los secretos de la esfinge”, en Grumo, literatura e imagem, N° 2, noviembre 2003, Buenos Aires, Rio de Janeiro.
-Helena, Lucia. Uma literatura antropofágica. Brasilia: Editora Cátedra, 1981.
-Krauss, Rosalind. La originalidad de las vanguardias y otros mitos modernos, Madrid, Alianza, 1996.
-Jardim de Moraes, Eduardo. Limites do moderno. O pensamento estético de Mário de Andrade. Río de Janeiro: Relume Dumará, 1999.
-Lafetá, João Luiz. 1930: A crítica e o modernismo. San Pablo. Editora 34, 2000.
-Lima, Manoel Ricardo de. Entre percurso e vanguarda: alguma poesia de Paulo Leminski. São Paulo: Annablume, 2002.
-Maciel, Maria Esther. “Inventario poético de Paulo Leminski”, Leminskiana, antología variada de Paulo Leminski. Buenos Aires: Corregidor, 2007.
-Messeder Pereira, Carlos Alberto. Retrato de época. Poesia Marginal, Anos 70. Rio de Janeiro, Funarte, 1981.
-Pedrosa, Mario. “Reflexoes em Torno da Nova Capital, en Dos Murais de Potinari aos Espacos de Brasília, San Paulo, 1981.
-_____________. “Brasília, Hora de Planejar”, en Dos Murais de Potinari aos Espacos de Brasília, San Paulo, 1981.
_____________. “Nuvens sobre Brasilia”, en Dos Murais de Potinari aos Espacos de Brasília, San Paulo, 1981.
-Santiago, Silviano. “Permanência do Discurso da Tradição no Modernismo”. Núcleo de Estudos e Pesquisas. Cultura Brasileira: Tradição/Contradição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987.
-Schwartz, Jorge. Vanguardia y cosmopolitismo. Rosario, Beatriz Viterbo, 1997.
-Schwarz, Roberto. “A Carroça, o Bonde e o Poeta modernista”, en Que horas são, São Paulo, Companhia das letras, 1997.
-_______________. “Cultura e Politica, 1964-1969, en O pai de Família e Outros Estudos. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978.
-Sussekind, Flora. Cinematógrafo de Letras. Literatura, Técnica e Modernização no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1987.
-Valle Salvino, Rómulo. Catatau: as meditações da incerteza. São Paulo: Hipótese, 2000.
-__________________. “Torquato Neto: o homem no matadouro” in Sibila nº 2, São Paulo, 2002.
-Vaz, Toninho. Pra mim chega. A biografia de Torquato Neto. São Paulo: Editora Casa Amarela, 2005.
-___________. O bandido que sabia latim. São Paulo: Record, 2001.
-Veloso, Caetano. Verdade tropical (selección de la cátedra), San Paulo, Companhia das Letras, 1999.
-_____________. Caetano Veloso, San Paulo, Nova Cultural, 1988.


d. Actividades

-Lectura de los textos con anterioridad a la clase en que se traten.
-Exposición oral del docente al comienzo de la clase.
-Exposiciones orales, individuales o grupales de los alumnos y discusión colectiva de los textos.

e. Criterios y modalidades de evaluación

-Desarrollo una lectura crítica de los textos que componen el programa por parte de los alumnos.
-Se requerirá una activa participación en clase.

f. Régimen de promoción

Los alumnos tendrán los siguientes requisitos para aprobar la cursada del presente Seminario:
-una exposición oral.
-realización de un breve informe a entregarse durante la cursada.

Para la aprobación final del Seminario los alumnos deberán entregar una monografía acorde a los temas tratados, previa consulta con el docente, y en los plazos establecidos por el reglamento|.

g. Régimen de asistencia

Asistencia al 80% de las clases de trabajos prácticos.

i. Otras informaciones

Debido a que muchos de los textos obligatorios están en portugués, el seminario requiere del conocimiento básico del idioma portugués.